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Bailarinas de Guabiruba treinam para teste na Escola Bolshoi de Joinville 

por Redação
22 de outubro de 2021
em Geral
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A seleção da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil é disputada por bailarinas e bailarinos de todo o país. Realizada normalmente duas vezes ao ano, é o sonho de muitas crianças e adolescentes. Em Guabiruba, quatro bailarinas que dançam na Fundação Cultural treinam para participar dos testes no ano que vem. 

Caroline Nagel Fagundes (13), Thayrini Luiza Vieira Valter (7), Camila da Silva de Souza (7) e Cibele Cristina Guedes Malfessoni (7) fazem uma aula extra por semana com a professora Sandi Micheli Menegazzo. 

Todas as sextas-feiras, o foco das aulas é para cumprir as exigências dos testes. “O Bolshoi é a única filial da escola fora da Rússia. Minha formação é toda com a metodologia deles, por isso, quero levá-las, porque é um método que funciona. Percebi durante as aulas que elas são talentos a serem lapidados e tinham interesse. O balé é uma profissão que começa cedo, por isso é importante já fazer esse trabalho com elas agora”, detalha a professora. 

De acordo com Sandi, a maioria dos bailarinos inicia as aulas aos três anos e a partir dos sete já é possível levar a dança a sério para seguir uma profissão. “Aos 16, até no máximo, 18 a pessoa está formada para conseguir ingressar no trabalho. Ou seja, a idade que normalmente as pessoas começam a pensar no que vão ser, é a idade que o bailarino já está formado e trabalhando. É bem cedo! Muitos vão morar longe dos pais e mudam de cidade para conseguir a formação”, revela. 

A bailarina explica que as aulas na Fundação são mais lúdicas, independente da idade. “É um momento para ter uma boa vivência e não se estressar, sem a cobrança do balé. Já com elas, durante os treinos, como temos um prazo, puxamos um pouco mais. Trabalhamos alongamento, fortalecimento e musicalidade, que são as coisas que eles avaliam na audição”, descreve.  

Segundo a professora, os testes são divididos em duas etapas. “A primeira para as crianças mais novas, que não precisam ter vivência em dança e sim ser flexíveis, ter força e alguma noção básica. Além disso, tem que ir bem na escola regular e passar em uma provinha de conhecimentos básicos”, frisa.  

“Já com os mais velhos, como a Carol, é uma audição um pouco diferente. Eles vão avaliar uma aula de dança dela gravada, para ver o que ela já sabe. Enviamos o material e se for aprovado aí ela vai presencialmente para mais uma etapa”, conta empolgada. 

Sandi ressalta que a formação na escola é bastante completa, incluindo a alimentação dos bailarinos sem custo. “Se elas forem aprovadas precisam morar em Joinville. Muitos pais não conseguem se mudar, então existem as casas sociais, cuidadas por mães de outros bailarinos que se mudaram. Fica a critério de cada família. É um sonho e se passar não tem segunda chance”, emenda. 

As alunas amam as aulas e estão empolgadas com a possibilidade de ir para o Bolshoi. Caroline começou aos sete anos e diz que se sente livre quando dança. “O que eu gosto do balé é quando a gente está no palco. É muito gostoso. Já fiz várias apresentações”, conta. 

A estudante diz que queria fazer balé desde os cinco anos, pois via as bailarinas na televisão e nos desenhos. “No começo a minha mãe não queria me colocar, mas depois deu certo. Sempre fiz aula aqui na Fundação”, detalha. 

Segundo a mãe, Cristine Nagel Fagundes, que é costureira, quando Caroline era menor ficava difícil conciliar o horário para as aulas de balé. “Era complicado por conta do meu trabalho. Quando tive mais tempo para levar e buscar aí ela começou nas aulas. Ela está sempre dançando e se alongando, é bem empolgada e eu incentivo. Se é o que gosta, vamos ajudar!”, ressalta.  

Dança para todos 

Se para seguir carreira profissional no balé ou ballet (palavra original em francês) é recomendado começar cedo, para dançar, fazer uma atividade física e se divertir não tem idade. Tanto a professora Sandi quanto o professor e bailarino, Dyego Olimpio, que também dá aulas na Fundação Cultural de Guabirba, dizem que a modalidade é ideal para qualquer pessoa, independente de idade, sexo ou tipo físico. 

“As turmas são divididas por idade de 3 a 5 anos, de 6 a 8 anos, acima de 9 anos e balé adulto. As aulas são disponibilizadas nas quarta-feiras, em todos os períodos.  Eu dou aula nos períodos matutino e vespertino e a Sandi dá aula a noite”, detalha o professor. 

“Qualquer pessoa pode fazer balé. Claro que a maioria não vai querer seguir como profissão, porque os adultos já tem a sua profissão, mas é um momento mesmo de relaxar, dançar, como um hobby. Dá para chegar em um nível muito bom na dança. Não é brincadeira não. No balé a gente gasta bastante caloria e trabalha o corpo todo, então pode ser colocado na rotina como uma atividade física”, completa a professora. 

Representação masculina 

Os professores contam que em Guabiruba, é ainda bem pequena a participação de meninos nas aulas de balé. Atualmente, são apenas três. Sendo que a turma adulta não conta com nenhum representante do sexo masculino.

O estudante Carlos Henrique Zambon (13) é um deles. “Comecei no balé no início deste ano, porque uma professora me indicou. Achei interessante, é uma aula diferente, já que eu também faço teatro na Fundação. Fiz uma aula de teste e curti bastante. A professora Sandi ficou até surpresa quando me viu na sala e falou mesmo que é difícil os meninos se interessarem. Pretendo continuar fazendo as aulas”, conta. 

Carlos diz que nunca sofreu preconceito por dançar. Porém, no início seu pai foi contrário às aulas de balé. “Só no começo, depois aceitou de boa”, comenta.  

Para a professora, é bom ver meninos entrando para a Fundação. “Em cidades pequenas ainda é pequena a participação, diferente de cidades maiores em que é bem comum. Para mudar essa realidade, precisamos deixar o balé mais acessível para que as pessoas vejam como funciona. Porque muita gente nunca assistiu uma apresentação e não sabe como é. Há pouca referência masculina, por nunca terem assistido um balé de repertório. Por isso, democratizar é o caminho”, acredita.

Dyego concorda e conta que também sofreu uma resistência da família. “Eu tinha afinidade com a dança quando pequeno, mas nunca fui a fundo porque sempre era desviado para outras coisas. Depois de adulto, podendo fazer minhas escolhas, falei é isso que eu quero pra mim. Espero que mais meninos tenham essa oportunidade de poder escolher. É importante na infância ter contato com diferentes caminhos e não ser educado a ir por um caminho só”, diz. 

Para ele, quanto mais oportunidade as crianças tiverem de conhecer atividades diferentes melhor. “Eu fui podado por volta dos sete anos. Acredito que não por maldade. Era cultural mesmo. – Ah filho, vai fazer um esporte que você vai crescer mais, ficar mais forte. Mas é importante saber que na dança também é possível tonificar os músculos, trabalhar postura e disciplina. O balé é para qualquer pessoa e qualquer idade”, reitera Dyego que começou no balé quando cursava a faculdade de Publicidade e Propaganda.  

“Eu estava fazendo uma oficina de figurino de uma disciplina optativa de teatro, que foi uma área que eu sempre gostei. Foi quando uma professora me viu sentado no canto da sala na posição borboleta e perguntou se poderia fazer uns testes comigo. Ela pediu para eu esticar os pés e fazer uma abertura, depois perguntou se eu tinha interesse em fazer uma aula na escola dela, que era professora de balé. Fui e a partir da minha primeira aula nunca mais parei. E estou com a mesma professora até hoje”, recorda. 

Dança de homens 

Se hoje as principais referências do balé são as sapatilhas de ponta e as saias de tutu rosa, a história da dança começou bem diferente. “No início o balé era feito somente por homens. De homens para homens. Assim como o tango, que também era dançado por um casal masculino. Depois é que foi sendo feito homem com mulher. E hoje não se imagina de outra forma”, revela o professor Dyego. 

“Sim, as mulheres eram proibidas de dançar balé, que tem a sua origem na Itália, porém os nomes foram dados na França. Depois foram sendo criadas as metodologias, até chegar ao balé que a gente conhece hoje. Aos pouquinhos, as mulheres começaram a tentar entrar. Porque no início até os papéis femininos eram interpretados por homens, que se vestiam como mulheres e dançavam. Quando as mulheres entraram para o balé é que começou essa questão da leveza e que a mulher era um ser romântico, que ficava em um pedestal. Foi quando foi criada a sapatilha de ponta. E ao longo do tempo, os homens foram dançando menos balé”, acrescenta Sandi.  

 

Participação dos pais 

Para os dois professores, o balé em Guabiruba é bastante procurado, principalmente pelo público infantil. “No início talvez por vontade dos pais de colocar e tem aquela coisa de que balé é para criança e chega uma idade que tem bastante desistência, mas depois de adulto é mais difícil a procura. Começa muito aqueles tabus, de que é muito gorda, não tem biotipo, balé é coisa de criança, é tudo rosa e todas essas coisas. Vejo que a partir de uns 15 anos começa a ter bastante desistência, mas aqui na Fundação a procura tem sido legal. Temos poucas vagas em aberto, mesmo no adulto”, relata Sandi. 

Conforme Dyego, a participação e envolvimento dos pais é muito importante. “Essa é uma característica no balé, pois como as crianças começam muito cedo, dependem dos pais. Muitas começam, porque o pai sonha em ter uma filha bailarina, que eles veem como delicada. Elas fazendo aula veem que o balé não é tão delicado assim, exige força e controle. É daí que vem a sofisticação do movimento. E quando vão crescendo ficam por escolha”, avalia. 

O bailarino ressalta que o incentivo na infância pode levar a profissão. “Os pais ajudam a bailarina a fazer o coque, compram a sapatilha, lembram do horário, ajudam a se arrumar. Esse envolvimento com algo que pode ser a profissão delas no futuro, eu acho muito lindo e importante destacar. Eu não tive essa oportunidade dos meus pais me cuidarem pra isso, que foi a minha profissão, e quando eu vejo os pais se dedicando, acho muito lindo”, revela. 

Já Sandi sempre soube que queria ser bailarina e começou ainda criança na dança. “Quando vim para a Fundação eu já estava formada, mas não tinha idade suficiente. Tinha toda a bagagem, mas só 17 anos. Aí com 18 eu consegui entrar e dar aulas. A maior realização é ver eles no palco e saber que fui eu que ensinei. É fruto do meu trabalho. Meu sonho é ver a evolução dos meus alunos no balé. Mostrar que eles conseguem, incentivar o treino em casa, que eles aproveitem ao máximo e levem a dança para a vida”, conclui. 

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