PelznickelTeca é o nome do projeto aprovado pela escritora guabirubense Méroli Habitzreuter, pela lei Aldir Blanc/SC 2021, na categoria de Experimentação Artística, área de Literatura, Livro e Leitura.
Méroli comenta que o projeto foi desenvolvido diante de alguns questionamentos próprios acerca da preservação das tradições locais e do patrimônio histórico imaterial.
De acordo com a escritora, a PelznickelTeca traz a iniciativa inédita de promover o registo do patrimônio imaterial de uma das lendas presentes no nosso Estado, em especial no município de Guabiruba.
Méroli ressalta a importância de resgatar e difundir o conhecimento oral e popular de uma comunidade por meio da literatura. “Não é possível fazer com que as pessoas se interessem pela literatura, pelos livros e pela leitura, sem proporcionar este encontro entre obra e leitor. Não há como amar o que não se conhece e com certeza o trabalho se torna mais fácil, quando em comum todos tenham: uma tradição local que os aproxima inseparavelmente”, comenta.
O resultado do projeto
Como resultado do projeto a autora vai produzir duas versões, uma impressa e outra online.
De acordo com ela, o livro vai conter uma descrição de todos os Pelznickels existentes em Guabiruba. O projeto contempla um livro impresso, que foi inspirado em enciclopédias, em uma edição de luxo, totalmente colorida e ilustrada.
A introdução vai contar um pouco da tradição e a contextualização da cultura. A seguir poderão ser lidas as características de cada um dos Pelznickel entrevistados, com as narrativas em estilo real-maravilhoso e as ilustrações digitalizadas e personalizadas, baseadas em fotografias produzidas durante o período de captação.
Méroli conta que cada Pelznickel será retratado como um ser real e que por prezar a cultura, a verdadeira identidade de cada guabirubense que dá vida aos Pelznickels não será revelada. “Na rua São Pedro nunca foi permitido um Pelznickel conversar muito ou revelar a sua identidade na frente do público”, confirma a autora. A data de lançamento do livro ainda não foi definida.
A ilustradora do projeto é Eliana Baron, que é estudante de design gráfico, retratista e artesã. Ela desenvolve experimentações artísticas nas mais variadas formas e comercializa bens culturais por meio das redes sociais.
Exibição On-line
A produção também poderá ser acessada, com suas mais de 70 narrativas e ilustrações, no Museu Virtual de Literatura Catarinense – MEIEMBIPE, com a duração de no mínimo seis meses de exposição após o término da execução do projeto, explica a autora.
“Aberto, dinâmico e gratuito (o museu) propõe a experimentação e fruição da literatura do estado de maneira intuitiva e interativa. Conectar e envolver a literatura às novas práticas tecnológicas e estimular as pessoas a se envolverem em novas formas de expressão vai de encontro com toda a potencialidade que a contemporaneidade oferece. O Museu Virtual estreita laços e espera contribuir na criação de memórias afetivas”, conclui.
O projeto terá outras ações voltadas ao turismo, que ainda não foram detalhadas pela autora. “Essa vai ser a cereja do bolo”, antecipa.



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