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Seu Max: o juiz de paz há mais de 30 anos

por Redação
6 de agosto de 2019
em Geral
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Foram aproximadamente 3.600 casamentos lavrados por Marcelino Kohler, mais conhecido como Sr. Max. Nascido em setembro de 1942, no bairro Pomerânia, em Guabiruba, concluiu sua educação básica na cidade, já o ginásio em Corupá, onde iniciou os estudos para ser padre.

Em outubro de 1964 recebeu a batina, quatro anos depois iniciou suas atividades como professor, função que exerceu até 2000, quando se aposentou. Casou-se com Lily Maria Kohler, com quem tem um filho, desistindo do sacerdócio. Foi nomeado Juiz de Paz de Guabiruba em 1982, iniciando assim sua trajetória em marcar a vida dos guabirubenses até que a morte os separe. 

Padre, professor, Juiz de Paz ou, simplesmente, seu Max. O entrevistado do Guabiruba Zeitung desta semana também faz parte do Coral Cristo Rei e participa do espetáculo Paixão e Morte de um Homem Livre desde 1969, a maioria delas como Jesus. Apaixonado pela cidade onde viveu a maior parte da vida, Max conta algumas das lições que tirou ao longo dos 26 anos como juiz de paz em Guabiruba.

Guabiruba Zeitung: Teve algum casamento ou história de casal que mais marcou sua trajetória?

Marcelino Kohler: A maioria dos casamentos que realizei veio com a proposta de ser para sempre, mas muitos não foram assim. Este fato da profissão me marca bastante. Mas falando em união específica, um casamento que me chamou a atenção foi o do irmão da minha chefe, Franciane Della Giustina Moura, pois devido a regra da legislatura, ele não pôde se casar na cidade onde mora, então, eu tive que realizar o casamento. Assim como o do meu filho, eu não posso casá-lo, então, teve que vir um juiz de Brusque para oficializar a união. São histórias interessantes. Além, claro, dos casamentos que são realizados em locais diferentes como chácaras, parques, é sempre divertido oficializar uniões nestes ambientes.

GZ: Há 36 anos juiz de paz, já casou mais de uma geração da mesma família?

MK: Sim, como fui professor por longos anos muitas pessoas que eu oficializei a união foram meus alunos e os vi crescer praticamente. Além, claro, de pais que eu casei e depois casei os filhos também. A emoção é quase a de casar um filho, por ver a pessoa crescer e formar sua família.

GZ: Qual o mês campeão de casamentos em Guabiruba?

MK: Dezembro! Porque sai o 13° salário aí todo mundo aproveita né?! [risos]. Antes era maio, considerado o mês dos noivos, mas agora não é mais, dezembro é o campeão.

GZ: Se comparar a sua visão do casamento no início de sua carreira como juiz de paz ao seu momento atual, houve alguma mudança?

MK: Sim, claro. Hoje a oficialização da união ficou muito mais fácil. Há até casamentos coletivos em que o governo arca com as despesas, para os casais que não têm condições de bancar o documento. Então, o número de casamentos foi aumentando ao longo dos anos assim como o número de divórcios. Casar ficou mais fáci,l mas separar também.

GZ: Você já casou alguém mais de uma vez?

MK: Sim, já cheguei a casar uma mesma pessoa até três vezes. Hoje mesmo vou casar um rapaz pela segunda vez, mas já é o terceiro casamento dele. 

GZ: Em algum momento você pensou em parar de celebrar casamentos?

MK: Não. Lógico que eu desejei me aposentar, mas minha chefe não deixa eu me desligar, por isso é de livre e espontânea pressão que eu sigo juiz de paz [risos]. Tem muitas pessoas em Guabiruba que ainda só falam o alemão, então além da função de juiz eu também sou tradutor em algumas situações. 

GZ: Se não fosse juiz de paz, professor ou padre, que outra profissão o senhor seguiria?

MK: Eu seria guia turístico, mas na verdade até fui um pouco isso também, pois como professor eu que organizava as viagens dos estudantes. Eu recolhia todo o dinheiro, organizava as caravanas. Conhecemos o Rio Grande do Sul, Gramado, Rio de Janeiro e como minha área era Geografia e História eu aproveitava as viagens para transmitir conhecimento a eles sobre estas regiões específicas.

GZ: A visão da sociedade sobre o conceito de casamento e até da família mudou muito ao longo destes anos. Como o senhor encara essas mudanças?

MK: A sociedade mudou completamente. Hoje os filhos não respeitam mais os pais como antes, inclusive aqui em Guabiruba esta mudança no comportamento das pessoas é notável. Como em todas as situações existe o lado bom e ruim, tudo tem os dois lados. Mas de um modo geral eu acho fantástico as pessoas terem mais liberdade e autonomia em suas vidas.

GZ: Se pudesse dar um conselho as pessoas que desejam se casar, qual seria?

MK: Em primeiro lugar conhecer um ao outro muito bem. A maioria das pessoas casam sem se conhecer e por este motivo muitas vezes ocorrem as separações. Porque há um choque de realidade. Então, conheça um ao outro para ter uma maior certeza da decisão que estão tomando.

GZ: Há algum sonho ainda não realizado?

MK: Sim. Eu sonho em conhecer o vale europeu, principalmente os Alpes, este é o meu sonho atual. E estou trabalhando e planejando esta viagem.

GZ: Juntando as profissões de padre, professor e juiz, que lições estas atividades trazem em comum?

MK: As três profissões estão interligadas por lidar diretamente com as pessoas, e a principal lição que eu tiro é de que todas as pessoas com quem você tem contato acabam te ensinando algo ou você pode aprender alguma lição com elas. 

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