O Parque Municipal Vereador Érico Vicentini, em Guabiruba, está passando por uma reestruturação em seu sistema de segurança e normas de convivência. A medida atende a uma série de reclamações registradas ao longo de 2025, que pautaram discussões na Câmara de Vereadores sobre episódios de vandalismo, barulho excessivo e desordem, especialmente no final do ano. Como parte da resposta institucional, foi publicado o Decreto nº 2.207, de 29 de janeiro de 2026 , que institui oficialmente as normas de uso e visitação do espaço.
Vigilância 24 horas e monitoramento
Uma das principais novidades é a presença física de vigilantes. Atualmente, o parque conta com três profissionais trabalhando em escala 12×36. Em entrevista exclusiva ao Guabiruba Zeitung, a Diretora de Indústria e Comércio, Maria Eduarda Schlindwein — vinculada à Secretaria de Turismo, Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico, que administra o parque — explicou que o objetivo é atingir a cobertura total em breve.

“Hoje temos três vigias, e a expectativa é de que no início do mês de março o quadro esteja completo com quatro profissionais, para fechar a escala de 24 horas”, afirmou. Para a contratação deste quarto vigia, o município aguarda a votação de uma alteração legal na Câmara de Vereadores.
Além do patrulhamento, o parque recebeu um sistema de monitoramento por vídeo. “Além dos vigias, estamos fazendo a instalação de câmeras. Eles têm uma guarita com as câmeras de segurança e vão acompanhar tudo, para não ter mais situações dessas”, destacou a diretora. Segundo ela, os profissionais têm orientações claras: “Durante o horário de funcionamento do parque, que é das 6h às 22h, a orientação é ficar circulando e ficar de olho no que está acontecendo. Já durante a madrugada, os acessos são fechados e o vigia toma conta das câmeras, além de fazer rondas periódicas”.
Autonomia e repressão ao vandalismo
A diretora reforçou ao Zeitung que a presença dos vigias já tem gerado efeitos práticos na preservação do patrimônio público. “O vigia tem a função de ficar de olho em toda movimentação que acontece na área do parque, e tem autonomia para alertar as pessoas sobre práticas proibidas e chamar atenção. Se a pessoa se recusar a cumprir, ou se houver reincidência, os vigias já têm o contato diretamente com a Polícia Militar para fazer o acionamento de uma equipe”, explicou Maria Eduarda.
A preocupação central vai além do patrimônio físico, atingindo também o meio ambiente local. “Hoje temos muita reclamação não só de barulho, mas as pessoas também acabam invadindo a área de APP (Área de Preservação Permanente). A área já é cercada porque o limite não pode ser ultrapassado, mas cortam o arame e entram”, lamentou a diretora. O novo decreto reforça a proibição de danificar a biota local ou alimentar a fauna , além de vedar o descarte de detritos em córregos e lagos.

Restrição de veículos e combate ao som alto
Uma das maiores fontes de denúncias em 2025 foi o uso de som automotivo próximo às cachoeiras. Para inibir essa prática, a prefeitura planeja mudanças estruturais no trânsito interno do parque. “Existe esse planejamento e estamos em fase de orçamento para a construção de portões de acesso dentro do parque. Ainda não temos a definição de qual será o limite de acesso para os veículos, mas deve ser antes do pátio onde acontece a Festa da Integração”, revelou Maria Eduarda.
Com a mudança, o acesso motorizado será limitado. “Ali vai ser fechado. Quem quiser acessar a cachoeira vai poder deixar o carro dentro do estacionamento e acessar a próxima área como pedestre. Não vai ser permitido qualquer tipo de veículo, como bicicleta ou moto, apenas a pé, para que não tenha problemas na área da cachoeira”, detalhou. Atualmente, o decreto já proíbe a circulação de veículos motorizados, motocicletas e bicicletas fora das áreas reservadas e estacionamentos.
Manutenção do labirinto
O labirinto do parque, que sofreu com atos de vandalismo e problemas na vegetação, também foi pauta da entrevista. De acordo com a diretora, a escultura do Pelznickel, que havia sido danificada, já foi devidamente restaurada pelo escultor original.

Quanto à “cerca viva” que apresenta aspecto seco, a situação é mais complexa. “Conversamos com a pessoa que fez o projeto para saber por que as plantas morreram. É uma planta frágil, que precisa de um tempo de cura muito grande. Antes de ser inaugurado, as pessoas acabavam indo lá e mexendo, teve arames cortados e arrancados”, explicou Maria Eduarda, citando que o município aguarda definições legais para uma solução definitiva.
Acessos ao Parque
Além do monitoramento interno, a administração municipal trabalha na organização e no controle dos diversos pontos de entrada do parque. O objetivo é garantir que o acesso de visitantes ocorra de forma ordenada e em conformidade com as novas normas de visitação e segurança. A diretora Maria Eduarda Schlindwein detalhou o status de cada uma das entradas secundárias:
Rua Orlandina Romani Vicentini (acesso à esquerda):
No ponto mais próximo ao Lageado Baixo, onde existem barreiras para impedir a entrada, melhorias estruturais estão em andamento. “Já foi feito o trilho e vai ser feita a instalação. Posteriormente será colocado um portão. O trilho já foi entregue e está guardado. Estamos esperando a base ficar pronta para ser colocado e instalado o portão”, explicou a diretora.

Rua Planície Alta (acesso à direita):
Esta entrada já possui controle efetivo. “O acesso pela Planície já está fechado. Tem portão e só é aberto em eventos. É por onde se faz o acesso de caminhões, ônibus, equipes de trabalho. É um acesso já preparado para isso”, afirmou Maria Eduarda.
Acesso ao lado do portão principal:
A abertura atual é apenas temporária para fins de obra. “Esse acesso é provisório e assim que o portal for entregue, será feita a cerca novamente e não será mais usado como entrada”, concluiu a diretora.
Com a entrada em vigor do Decreto nº 2.207 , a Prefeitura de Guabiruba oficializa as normas que devem reger o convívio no espaço público, buscando encerrar o histórico de desordem que marcou o último ano. A transição para a escala completa de 24 horas de vigilância presencial depende agora da Câmara de Vereadores, que deve avaliar a alteração legal necessária para a contratação do quarto profissional que fechará o ciclo de rondas.
Enquanto as intervenções estruturais, como os novos portões internos e o portal definitivo, seguem em fase de planejamento e execução, a administração municipal foca na fiscalização direta e no cumprimento das regras já estabelecidas. “Esperamos que as pessoas se conscientizem. Todo lugar tem regras e no parque não é diferente. Não é porque é municipal que pode ir lá e fazer qualquer coisa”, finalizou a diretora.



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