O Carnaval de 2026 deixará uma marca que nenhum discurso eleitoreiro será capaz de apagar. O que assistimos no Rio de Janeiro não foi uma manifestação cultural espontânea, mas sim um comício de luxo, orquestrado sob as luzes da passarela do samba para testar a temperatura de um Brasil que essa cambada chamada esquerda teima em não compreender. A Acadêmicos de Niterói não apenas desfilou; ela serviu de laboratório para o que “eles” pretendem despejar nas campanhas em 2026. Mas o resultado foi implacável: a escola foi rebaixada. E não se engane, leitor: não foi a técnica que caiu, foi a narrativa.
O ponto mais baixo desse espetáculo de mau gosto foi a tentativa vil de ridicularizar o conservadorismo através de alas que exibiam a “família tradicional” dentro de latas de conserva. É a velha tática da esquerda marxista: rotular o que é sólido como “engessado”. Mal sabem eles que o conservadorismo brasileiro não é um produto de prateleira, mas a espinha dorsal de uma nação que preza pela ordem, pela propriedade e pela proteção da infância. Ao tentar reduzir a família a um item “enlatado”, a escola e seus patronos políticos cometeram um erro estratégico fatal. O Brasil é, essencialmente, conservador. O cidadão que acorda cedo em Guabiruba, que trabalha, que frequenta sua igreja, que participa do cotidiano social de sua comunidade, não está “preso no tempo”; ele está ancorado em princípios que impedem que a sociedade desmorone no abismo do relativismo moral. Engessada é a mente de quem precisa de carros alegóricos para atacar o que não consegue vencer no debate de ideias.
A hipocrisia, assim como a mentira, tem pernas curtas. É curioso observar como, em anos eleitorais, esses mesmos personagens que hoje aplaudem o deboche aos valores cristãos subitamente descobrem o caminho das igrejas. Quando precisam de voto, o discurso muda: surgem fotos com bíblias, apertos de mão em padres e pastores, com promessas de defesa da família. Mas a Sapucaí revelou a face real: o desprezo por tudo o que o homem comum do Vale do Itajaí e de tantas outras regiões do país considera sagrado. Além disso, o desfile escancarou a seletividade do que chamam de “discurso de ódio”. O deboche grotesco direcionado a Jair Bolsonaro — retratado com vilania e escárnio — é a prova cabal de que a tolerância que eles pregam é uma via de mão única. Onde estavam as agências de checagem e os defensores da “democracia inabalável” enquanto a honra de um líder político era triturada em rede nacional sob aplausos do atual mandatário?
Enfim: o desfile acabou, as luzes se apagaram, mas as consequências jurídicas e políticas estão apenas começando. A denúncia de campanha antecipada e uso indevido de recursos é grave e precisa ser apurada com o rigor que o TSE costuma ter com a direita. A Sapucaí foi um termômetro: o povo assistiu, o júri técnico puniu e o rebaixamento da escola é o prelúdio do que aguarda essa arrogância progressista nas eleições. Quem trata o povo como “item de conserva” acaba descobrindo, na hora da apuração, que o Brasil real não cabe em latas. Ele é livre, é soberano e, acima de tudo, não aceita ser humilhado em nome da arte engajada.













