A quarta-feira (18) foi marcada pela formação de filas em postos de combustíveis de Guabiruba. O movimento acima da média ocorre após a confirmação de uma articulação nacional de caminhoneiros para o início de uma greve, motivada principalmente pela alta no preço do óleo diesel.
O cenário nacional aponta para uma pressão sobre a categoria devido ao reajuste do combustível, que acumula alta de 18,86% desde o fim de fevereiro. De acordo com lideranças do setor, o aumento reflete a valorização do petróleo no mercado internacional. Representantes da categoria argumentam que os caminhoneiros estão no limite e que a mobilização busca garantir a viabilidade econômica do transporte de cargas.
Situação em Guabiruba
No município, o reflexo das notícias de paralisação foi imediato. A reportagem apurou que a realidade do estoque varia entre os estabelecimentos. Alguns postos informaram que ainda possuem combustível comprado e que a previsão de entrega dos carregamentos é até esta quinta-feira (19).
Por outro lado, há estabelecimentos que relataram dificuldades em adquirir novas remessas. Nesses locais, a administração informou que os tanques podem secar em breve caso a alta demanda registrada nesta quarta-feira (18) persista, já que não houve confirmação de novos fornecimentos por parte das distribuidoras.
Embora lideranças recomendem que os motoristas fiquem em casa ou parados em postos para evitar o bloqueio de rodovias, a incerteza quanto à duração do movimento e ao reabastecimento das cidades tem levado consumidores aos postos de forma preventiva. Até o momento, o governo federal anunciou medidas de fiscalização e subsídios, mas a categoria ainda avalia se as ações são suficientes para suspender a paralisação prevista para os próximos dias.














