A Guabiruba Saneamento, concessionária responsável pelo abastecimento de água no município, manifestou-se oficialmente sobre os alagamentos que atingiram o município na última terça-feira (7). Em nota, a concessionária respondeu às queixas de moradores, especialmente da rua Alberto Voss, no bairro Guabiruba Sul, que relacionaram a construção de uma barragem no rio aos danos materiais sofridos em suas residências durante as chuvas.
Em relato ao Guabiruba Zeitung, os residentes afirmaram que a água começou a invadir as casas por volta das 3h da manhã, resultando em perdas de móveis e necessidade de limpeza imediata. Segundo os moradores, a estrutura da Estação de Tratamento de Água (ETA) teria barrado o fluxo normal do rio. No entanto, a concessionária sustenta que a barragem de captação da ETA Central possui finalidade exclusivamente operacional e que a estrutura não interfere no regime de cheias do rio e não contribui para a elevação do nível da água a ponto de ocasionar alagamentos.
A empresa destacou que o evento climático foi de proporções extremas, com acumulados que ultrapassaram os 148 milímetros em 24 horas. Desse total, cerca de 110 mm concentraram-se em apenas três horas, entre a meia-noite e as 3h de terça-feira (7). Segundo a nota, esse volume excedeu a capacidade de escoamento dos cursos d’água e de infiltração do solo.
“Diante de um fenômeno natural de tamanha intensidade e abrangência — classificado como de risco muito alto pelos órgãos oficiais —, nenhuma concessionária de saneamento tem como impedir os efeitos que as chuvas extremas causam sobre os mananciais, captações e sistemas de tratamento”, afirmou a concessionária. A empresa reforça que os transtornos foram generalizados e atingiram diversos pontos do município e da região do Vale do Itajaí.
Recuperação e abastecimento
Mesmo com a defesa de que a barragem não causou as inundações, a concessionária admitiu impactos operacionais severos em suas unidades devido ao volume de sedimentos e obstruções causadas pela enxurrada. Equipes técnicas trabalham de forma ininterrupta desde a madrugada de terça-feira (7) para normalizar o sistema.
Segundo a concessionária, até o fechamento desta matéria, o Sistema Lageado opera com cerca de 15% da capacidade e o Sistema Central com aproximadamente 70%. A normalização completa depende da redução do nível de sedimentos nos mananciais, o que ocorrerá gradualmente com a retomada do nível de operação normal dos manciais.
A Guabiruba Saneamento reafirmou que “não há relação causal entre a barragem de captação da ETA Central e os alagamentos ocorridos” e pediu a colaboração dos moradores para o uso consciente da água até que os níveis de operação sejam totalmente restabelecidos.











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