A influenciadora Jenifer Milbratz Stainzack, de Pomerode, obteve uma vitória judicial em primeira instância contra o criador de conteúdo Márcio Luiz Rolim de Souza. A sentença é um desdobramento da polêmica iniciada em 2025, quando Jenifer publicou um vídeo com uma brincadeira sobre “como fazer um bebê alemão”. O conteúdo, que repercutiu amplamente na época, motivou vídeos de resposta por parte do youtuber, que agora foi condenado ao pagamento de uma indenização por danos morais no valor de R$ 15 mil.
Em vídeo publicado para detalhar a decisão, a influenciadora explicou que o processo foi movido devido à gravidade das acusações feitas contra ela. Segundo Jenifer, o influenciador associou sua imagem a crimes e ideologias segregacionistas de forma indevida. “Eu quis dividir isso com vocês porque essa decisão representa muito mais do que um valor. Tudo começou depois que eu publique o vídeo ‘Como fazer um bebê alemão’. Um conteúdo familiar e bem humorado”, afirmou a moradora de Pomerode.
A influenciadora relatou que a repercussão negativa gerada pelas falas de Márcio Luiz trouxe consequências para sua vida pessoal e segurança. Em seu relato, ela destacou que o youtuber publicou materiais com centenas de milhares de visualizações, associando-a falsamente ao nazismo, à eugenia e ao racismo, o que gerou ataques e ameaças contra sua família. Mesmo diante da ação judicial, os ataques teriam continuado. “Mesmo depois de processado ele continuou me atacando publicamente e chegou a me chamar de ‘cadelinha de nazistas’, expressão registrada no próprio processo”, pontuou Jenifer.
A decisão judicial reconheceu que os limites da liberdade de expressão foram ultrapassados no caso. Além da indenização financeira, a sentença determinou a remoção definitiva do vídeo e das postagens ofensivas, proibindo também que novas associações ao nazismo sejam feitas pelo réu. Para a influenciadora, o reconhecimento da justiça sobre o ocorrido é fundamental. “A justiça reconheceu em primeira instância que ele ultrapassou os limites da liberdade de expressão. A sentença determinou a remoção definitiva do vídeo e das postagens ofensivas, proibiu novas associações ao nazismo, e fixou a indenização em R$ 15 mil”, explicou.
Jenifer finalizou reforçando que, apesar de ser uma decisão passível de recurso por ser em primeira instância, o veredito serve como um alerta sobre a responsabilidade no ambiente digital. Ela reforçou que ninguém deveria ser alvo de acusações graves sem provas e que a decisão representa um marco importante ao mostrar que imputações falsas de nazismo podem gerar responsabilização jurídica.













