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Paixão e morte do “Messias” da esquerda

por Leandro Hyarup
30 de abril de 2026
em Opinião
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Paixão e morte do “Messias” da esquerda

Foto: Reprodução

Para o público de Guabiruba, acostumado a ver bienalmente a grandiosidade do espetáculo “Paixão e Morte de um Homem Livre”, o enredo encenado em Brasília na última semana não foi estranho, embora o roteiro tenha sido de um gosto duvidoso. Na capital federal, o drama não era de fé, mas de puro poder. O “Messias” em questão não trazia a salvação, mas a digital de um projeto de poder que, pela primeira vez em 130 anos, viu o Senado Federal fechar as cortinas antes do esperado.

A rejeição de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) por 42 votos a 34 não foi apenas uma derrota numérica para o governo Lula; foi o atestado de óbito de uma estratégia baseada no personalismo e no desprezo pela liturgia do cargo. Para quem busca entender a política sob o prisma da realpolitik, o que vimos foi a queda de um personagem que nunca conseguiu se desvencilhar de sua própria sombra.

Messias carrega o estigma do “Bessias” de 2016, o emissário do papel que tentou blindar Lula de uma prisão iminente. Ele não representava o notável saber jurídico, de forma alguma, mas a lealdade canina ao Partido dos Trabalhadores. Apelidado nos bastidores de “Besuntado” — uma referência irônica à sua blindagem técnica na AGU para proteger as vontades do Planalto —, ele escorregou justamente onde acreditava estar mais seguro: no plenário do Senado.

O roteiro teve direito até a “Beijo de Judas”. O abraço de 23 segundos do deputado Sóstenes Cavalcante, líder do PL, foi o ápice do cinismo político. Nas imagens, parecia um afago entre irmãos de fé; na prática, foi o cumprimento cerimonial de quem já sabia que o destino do indicado estava selado. Nesta encenação, Davi Alcolumbre assumiu o papel do articulador que observa de longe, lavando as mãos como Pilatos, enquanto controla o destino da praça. Alcolumbre não moveu uma palha para salvar Messias porque, no fundo, ele já tem o seu “Barrabás” pronto para ser levado ao Supremo. Bruno Dantas, presidente do TCU, surge agora como o nome que o sistema realmente deseja. Dantas é o Barrabás desta parábola: o homem que o Senado quer empossado, pois fala a língua dos parlamentares e garante a estabilidade que o governo Lula, em sua sede de revanche ideológica, parece ter esquecido de como negociar.

A derrota de Lula é histórica. Desde o governo de Floriano Peixoto, em 1894, um presidente não via seu indicado ser barrado pelo Plenário. Isso mostra um governo que vive em uma bolha, acreditando que a caneta do Executivo ainda tem o mesmo peso de vinte anos atrás. O Senado, hoje dominado por uma direita que valoriza a independência das instituições, não aceita mais nomes que sirvam apenas como extensão do gabinete presidencial.

O futuro agora reserva dois cenários para o Planalto. Ou Lula insiste no erro, buscando uma “terceira via” ideológica que apenas prolongará a agonia e o desgaste com o Legislativo, ou aceita a imposição de Alcolumbre e do Centrão, indicando Bruno Dantas para comprar uma paz cara e humilhante. Para o cidadão de bem, que preza pela ordem e pelo respeito à Constituição, a queda de Messias foi um alento. Mostrou que, apesar das tentativas de aparelhamento, o Senado ainda é capaz de impor limites ao arbítrio.

A “Paixão” de Jorge Messias terminou em “Morte” política no Senado. Se haverá ressurreição em outro cargo, o tempo dirá. Mas, para o STF, o recado foi dado: a Corte não é (ou pelo menos não deveria ser) o puxadinho de nenhum partido. Que o próximo ato desse teatro seja escrito com menos paixão partidária e mais respeito à República.

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