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Amilton Luiz Cardoso

por Redação
5 de julho de 2020
em Geral
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Natural de Vidal Ramos, Amilton Luiz Cardoso, 61 anos, é conhecido como Miltinho. Apesar de ser empresário e diretor de Projetos Especiais e Infraestrutura da Associação Empresarial de Brusque (Acibr), ele sente orgulho de dizer que é caminhoneiro. Afinal, o caminhoneiro forjou o empresário, que construiu a empresa Transamilpe, transportadora com sede em Guabiruba, uma filial em São Paulo, frota de 50 caminhões e que emprega aproximadamente 90 funcionários.

Casado com Teresinha Cardoso, de 59 anos, possui duas filhas: Emanuelle e Eloise. As três mulheres sabem dirigir caminhão, caso precise, e conheceram muito do Brasil com Miltinho, que só não esteve em duas capitais brasileiras: Boa Vista e Macapá. Sempre que chegava em um novo local, ele visitava igrejas e museus, por isso se considera um caminhoneiro cultural.

Na sala da sua empresa, há muitos objetos que contam a história da transportadora e da família. Álbuns de fotografia guardam as lembranças mais valiosas de viagens, acidentes, procissão de São Cristóvão, refeições feitas ao lado do caminhão e muitos outros momentos importantes.

Uma das fotografias mostra uma família nordestina recebendo as doações em 1983, após uma severa seca, quando Miltinho arrecadou alimentos da região para levar até a outra ponta do mapa brasileiro.

Os retratos guardados nos álbuns revelam a história da empresa, que se mescla com a da própria família. Miltinho é neto de carroceiro e filho de caminhoneiro. Seus pais foram Francisco Amilton Cardoso e Erica Fink Cardoso.

O caminhoneiro empresário ouve o programa Voz do Brasil sempre que está em trânsito, mantendo-se informado sobre a legislação. No caminhão ou em outro veículo, o rádio sempre o acompanha. Foi com informações da Voz do Brasil que evitou muitos problemas, como em 1986, quando durante uma viagem escutou que o Cruzado iria mudar. Concluiu que os dias seriam de instabilidade. Carregou rápido e pegou o rumo de casa, o que resultou em menos transtornos com a troca da moeda brasileira.

“Essa foto somos eu e minha esposa na lua de mel. Casamos e carregamos aqui para descarregar no Recife”, mostra ele, que considera os locais mais bonitos do Brasil as dunas do Maranhão e Canoa Quebrada.

Miltinho também coleciona caminhões antigos ou parte deles como forma de preservar sua trajetória. Inclusive guarda a revista que registra o prêmio recebido com uma frase criada por ele e estampada no seu caminhão: seja paciente na estrada para não ser um paciente no hospital.

Guabiruba Zeitung: Como iniciou sua trajetória de caminhoneiro?

Amilton Luiz Cardoso: Em 1974 eu tinha 12 anos e meu pai passou por dificuldades financeiras. Então, com doze anos e meio, vim trabalhar como cobrador de ônibus em Guabiruba. Com 17 anos e meio eu já era motorista de ônibus. Uns 85% das pessoas com mais de 60 anos de Guabiruba me conhecem, porque elas tinham a minha idade e viajavam comigo ainda quando eu era cobrador. Eu trabalhei indo para todos os bairros de Guabiruba e dormia na casa das pessoas. Comecei fazer a carteira de motorista antes dos 18 anos e quando fiz 18 anos e 20 dias, que era o tempo que precisava para poder retirar, eu peguei a carteira. Dois dias depois embarquei no caminhão e fui para o nordeste. Era uma criança, com 18 anos. Voltei com uma caixa de sapato cheia de dinheiro. Antigamente não se depositava. Se cobrava a mercadoria e trazia o dinheiro.

GZ: Era um sonho ser caminhoneiro?

ALC: Era um sonho meu. Eu era considerado um bom motorista, porque dirigia ônibus e comecei muito cedo. Um dos meus professores foi o Valmor [Geraldo Martins, motorista de ônibus]. Minha esposa ajudou a concluir esse sonho. Nós começamos a namorar, ela viajava comigo. Uma prima ia junto, porque a família não deixava ela viajar sozinha. Depois casamos. Ela engravidou, quase ganhou dentro do caminhão, porque viajou até os últimos dias. Logo depois, com onze meses de idade, colocamos minha filha no caminhão e fomos viajar de novo. Eu amo a minha profissão. Tenho orgulho de ser caminhoneiro. Iniciei como empregado, depois comprei um caminhão velho e assim tudo começou.

GZ: Qual foi o seu primeiro caminhão?

ALC: Em 1989 comprei o primeiro, um Mercedes-Benz MB 1113 velho. Em 1995 comprei o primeiro zero quilômetro. Sei a história de cada caminhão. Cada um é uma conquista. No início era difícil vender eles, agora não mais. Ano passado, praticamente vendi 10 caminhões velhos e comprei 10 novos.

GZ: O senhor ainda viaja?

ALC: Eu viajei dos 18 aos 35 anos e ainda viajo. Dá muita briga com a família, mas eu vou. Às vezes eu vou de caminhão e volto de avião. Ou vou de avião e volto de caminhão.

GZ: Quais produtos eram transportados e o que o senhor recorda das viagens?

ALC: Hoje é mais tecido. Antigamente era calcário, adubo…Minha esposa fazia pão e eu levava na viagem. Quando chegava na rodoviária, eu pegava aquele pão e comprava um cafezinho. Então eu fazia um sanduíche e pedia um café. O pessoal dizia: “não tem vergonha, fica aí mendigando um pão”. Eu respondia que “não, que era o sabor do pão da minha esposa”. Muitos deles se encontram comigo hoje e dizem: “quantas vezes você comeu aquele pão, pão de abóbora pão de aipim. Hoje você pode comer caviar”. Eu dou risada, porque sou a mesma pessoa, continuo sendo simples. Muitos também são testemunhos de que eu era um caminhoneiro que dava conselhos. Fui muito conselheiro, sempre. Inclusive com os meus funcionários.

GZ: A pandemia do novo coronavírus afetou sua empresa?

ALC: Muito. Em março, nosso faturamento foi de 80%, em abril foi de apenas 25%, em maio 55% e em junho a expectativa é 82%. A empresa precisou demitir 19 pessoas que estavam em contrato de experiência no início da pandemia. Agora já estamos admitindo. Assim: a doença existe, é perigosa e eu tenho medo. Precisamos nos cuidar, e só. O resto é politicagem e 90 % do que falam é mentira. O que mais me emocionou foram as pessoas chorando quando foram mandadas embora dos seus empregos. Pessoas boas. Nós tivemos um grande prejuízo na nossa empresa.

GZ: Você está na diretoria do partido Progressistas de Guabiruba. Há espaço na sua vida para candidaturas?

ALC: Já fui candidato a vice-prefeito com o Leopoldo Rieg. Perdemos por 69 votos em 2008. O Leopoldo era um grande amigo e me pediu para ser o vice dele. Eu fui para ajudar. Estive envolvido na administração, ajudando os prefeitos, mesmo quando era prefeito da oposição. Quando a gente perde uma eleição, é que nem o Brasil, a gente quer que o Brasil de certo. Até na época do PT eu queria que o PT desse certo, mas não deu. Mas eu não tenho pretensão política, embora esteja envolvido.

GZ: Qual sua leitura das próximas eleições municipais. Quem será candidato pelo PP?

ALC: O Zirke [Valmir Zirke, atual vice-prefeito] tem uma boa chance, que ele aprendeu com o Matias [Kohler, atual prefeito], porque o Matias é um exemplo de prefeito para o estado e para o Brasil.

GZ: Quem seria o vice do Zirke?

ALC: Eu queria que o Matias fosse o vice dele.

GZ: Não pretende ser candidato?

ALC: Não. Guabiruba teve a chance uma vez de me eleger. Não me elegeu e não vai ter a segunda chance (risos). Hoje eu agradeço a Deus por ter perdido a eleição. Minha empresa começou a ir mal de 2012 até 2015 e eu quase fechei as portas. Em 2015 comecei a me levantar de novo. Graças a Deus estamos bem. Agora veio a pandemia, mas vamos superar.

GZ: E a paixão por caminhão continua?

ALZ: Continua. Hoje ainda fui dar uma volta de caminhão. Estava um pouco estressado. Peguei o caminhão e fui dar uma volta.

GZ: O que o senhor sente quando entra no caminhão?

ALZ: Eu me sinto realizado.

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