A Câmara Municipal de Guabiruba promoveu na noite de terça-feira (31) a primeira sessão itinerante de 2026. O encontro ocorreu no bairro Aymoré, nas dependências da Sociedade Recreativa Aymoré, marcando o retorno do projeto aos bairros em meses que possuem cinco terças-feiras. Diferente das reuniões realizadas na sede do Legislativo, a sessão itinerante adapta sua dinâmica para priorizar a participação popular, reduzindo o tempo de tribuna dos parlamentares de 15 para 5 minutos cada.
A mesa diretora foi composta pelo presidente da Casa, Alexandre Felipe Pereira, vice-presidente Anderson Luiz Cavichioli, 1º secretário Diego Borges Veneruchi, acompanhados pelo prefeito Valmir Zirke, pelo vice-prefeito Cledson Kormann e pela presidente da Sociedade Recreativa Aymoré, Maindra Kohler Trindade. O formato diferenciado permitiu que, após as considerações dos vereadores, o microfone fosse aberto à comunidade. Ao todo, nove moradores se inscreveram para utilizar a tribuna, dispondo de dez minutos cada para expor questionamentos, críticas e sugestões. Conforme os temas eram apresentados, o prefeito ou os vereadores realizavam as respostas e esclarecimentos imediatos.
O presidente da Câmara, Alexandre Felipe Pereira, explicou o funcionamento e a periodicidade desse modelo de reunião, destacando que “a Câmara tem a obrigação de cumprir quatro sessões ordinárias no mês. Então nos meses com cinco terças-feiras, na última terça a estrutura do legislativo se desloca aos bairros do nosso município”. Segundo ele, a iniciativa visa descentralizar o debate político e aproximar os representantes dos cidadãos. “Nos últimos anos rodamos todos os bairros da cidade, e agora, após cinco anos, retornamos ao Aymoré. Ao longo desse ano teremos mais duas sessões itinerantes, em junho e em setembro, com locais a serem definidos”, pontuou o parlamentar.
Para o presidente, a redução no tempo de fala dos vereadores é uma escolha estratégica para dar protagonismo ao público presente. “Esse é o momento da população participar, trazer suas reivindicações e sugestões e direcioná-las ao poder público. É um momento que os vereadores têm a fala reduzida para oportunizar que a comunidade, através do microfone aberto faça suas cobranças, traga suas sugestões”. Pereira reforçou ainda que “é um momento de aproximação do legislativo e do executivo com as comunidades do nosso município”.

Demandas da comunidade e participação do Executivo
Durante a sessão de terça-feira (31), a participação dos moradores trouxe à tona uma série de necessidades locais que agora entram no radar das autoridades. Entre os temas mais recorrentes estiveram os pedidos de infraestrutura, com foco em melhorias diretas nas ruas do bairro e a manutenção constante de serviços básicos, como a realização de roçadas e a limpeza de calçadas, visando a melhor circulação de pedestres.
A mobilidade urbana também foi um ponto central das discussões. Moradores solicitaram a instalação de pontos de ônibus em locais específicos que ainda não são atendidos de forma adequada, além de reforçarem a preocupação com a segurança no trânsito. Para isso, foi sugerida a instalação de lombadas e redutores de velocidade em pontos estratégicos do bairro, onde o fluxo de veículos oferece maior risco.
O prefeito Valmir Zirke acompanhou atentamente as manifestações e ressaltou a relevância de ouvir diretamente quem vivencia o cotidiano do bairro. “Sempre disse aos moradores: ninguém melhor do que o morador para saber dos problemas da sua rua, do seu bairro, e a gente percebeu aqui quantos pedidos novos que vieram que não estavam previstos”, afirmou o chefe do Executivo.
Ao avaliar o impacto do evento, o prefeito destacou a função de prestar contas e receber as demandas de forma presencial. “É importantíssimo dar essa oportunidade das pessoas estarem mais próximas da administração, do executivo e do legislativo, para que nos cobrem. É nosso dever atender. Nem sempre se consegue num estalar de dedos, mas dentro do possível, com toda certeza, vamos atender todas as demandas”, declarou Zirke.










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