Mais de mil brasileiros participaram da 25ª edição do acampamento Jamboree Escoteiro Mundial, realizado na cidade de SeaManGeum, na Coreia do Sul, no início de agosto, e dois deles são guabirubenses. Cerca de 40 mil escoteiros e voluntários participaram do evento.
Francisco Gabriel Hadwig Werle (17) e Maria Eduarda Reiter Peres (14), são integrantes do ramo Sênior, do Grupo Escoteiro Brusque. Esta foi a primeira vez que ambos participaram do evento, que é realizado em um país diferente a cada quatro anos.
Francisco conta que teve uma experiência espetacular. “Não consigo descrever em palavras como é passar tantos dias rodeado de uma infinidade de culturas, línguas, costumes e etnias. O mais incrível é que havia um pouco de tudo que existe no mundo inteiro, ali, em um espaço de 8 km². Foi a melhor coisa que já aconteceu em toda a minha vida, e devo isso às várias pessoas que me ajudaram a correr atrás desse sonho”, relata.
Maria Eduarda também descreveu o acompanhamento como uma experiência incrível. “Com certeza inesquecível. Tanto pelos desafios quanto pelas experiências que tivemos. A cada dia mais amizades se formaram. O calor nos impedia de fazer algumas atividades, mas isso não deixou o Jamboree menos divertido. Além das atividades, fizemos um pouco de turismo e conhecemos a cultura coreana”, conta.
Para Francisco, os maiores desafios foram o calor e a alimentação. “A Coreia estava sob efeito de uma onda de calor, o que não é comum nessa época do ano no Hemisfério Norte. A alimentação também foi um ponto delicado, pois a culinária coreana é bem diferente. E mesmo que nós cozinhássemos, a comida não ficava a mesma sem os nossos temperos”, revela.
Ele também conta que todo o acampamento teve que ser evacuado por conta do tufão Khanun, que chegaria à região. Os brasileiros foram para a cidade de Daejeon, em dormitórios de universidades e centro de apoio, que fica na região metropolitana de Seul.
“Ficamos muito chocados com a notícia, mas sabíamos que a organização do evento não faria essa movimentação por qualquer motivo. A dinâmica do evento mudou. Saímos de um campo aberto para uma metrópole. A partir daí passamos a ser turistas, o que não era a proposta, mas está longe de ser algo ruim”, destaca.
Algo que depois também foi avaliado como positivo por Maria Eduarda. “Foi triste no momento, porque os países não iriam mais ficar no mesmo lugar, não teríamos mais contato com eles, mas essa nova experiência foi divertida também”, frisa. Ela conta que trouxe o conhecimento de outras culturas e línguas.
Assim como Francisco, que comemora a mudança da sua forma de ver o mundo. “Ter um breve contato com tantas culturas e costumes me fez ter um pouco de noção das tantas realidades existentes em nosso planeta. Todos são Humanos, todos necessitam dos mesmos itens básicos para viver. Entender isso também me fez dar valor a coisas simples, como a nossa comida e as diversas coisas que só existem no Brasil. Somos privilegiados”, completa ele.

No movimento escoteiro desde os oito anos de idade, Francisco conta que começou a frequentar por curiosidade e para se ocupar nos finais de semana. Atualmente, ele descreve o escotismo como um estilo de vida. “Isso influencia diretamente no nosso dia a dia. Muitas de minhas ações e costumes do cotidiano são baseados nos princípios e nas leis escoteiras”, conclui.
Já Maria Eduarda, que entrou no movimento aos seis anos, em Blumenau, e há dois anos e meio participa do grupo Brusque, diz que o dia a dia de um participante dos Escoteiros pode variar, mas geralmente inclui atividades como aprender habilidades ao ar livre, trabalhar em projetos comunitários, realizar acampamentos e atividades sociais”, afirma.













