Marciano Polheim é casado com Vivian Tais e é pai de Leonardo Ariel, 11 anos, e Laura Helena, de 6 anos (Foto: Jailson Polheim)

O morador do bairro Lageado Baixo, Marciano Polheim, 40 anos, é uma pessoa envolvida nas questões sociais que envolvem, principalmente, a localidade em que mora. Integrante da Associação de Moradores do bairro, também participa ativamente das atividades da Igreja Adventista do Sétimo Dia.

Filho de Lindoria e Wilson Pollheim, é casado com Vivian Tais e é pai de Leonardo Ariel, 11 anos, e Laura Helena, de 6 anos. Marciano se formou em Design pela Uniasselvi/Assevim, tem na gerência de produção a sua profissão e é natural de Guabiruba.

Estudou na Escola Osvaldo Ludovico Fuckner do 1º ao 4º ano e do 5º ao 3º ano do Ensino Médio frequentou o Colégio João Boos.

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Antes de ter sua própria empresa no bairro Lageado Baixo, a Saratex Confecções, foi funcionário. O primeiro emprego foi na Cometa Artefatos de Madeira, o segundo na Wicetex Malhas (Fore) e o terceiro na NCA Malhas.

Ele foi um dos organizadores da Live Solidária, que visou a arrecadação de recursos para os atingidos pelas chuvas de 24 de janeiro.

 

Guabiruba Zeitung: Como tem sido seu envolvimento social e o que te motiva a participar de entidades, grupos, associações que visam o benefício coletivo?

Marciano Polheim: Penso que isso seja um dom que recebi de Deus. Sempre me preocupei muito com o próximo e sempre falo que ao ajudar a quem precisa você é quem se beneficia, pois é muito prazeroso poder ajudar.

GZ: Você participa de algum grupo da igreja? Quais são os trabalhos desenvolvidos e qual a essência dos projetos?

MP: Desde sempre estive à frente da liderança da igreja, junto com os jovens e crianças, em especial os aventureiros (escoteiros). Sempre gostei de participar e ser útil. Na comunidade, participo da Associação de Moradores e em projetos paralelos que desenvolvemos para a comunidade.

Atualmente, estou à frente do Departamento de Música da Igreja. Neste ano, faremos um projeto com a comunidade voltado a iniciantes que queiram saber tocar um instrumento. O intuito é formar uma grande banda.

Aos domingos, atuo como distrital de aventureiros da décima primeira região, estou auxiliando nas reuniões dos escoteiros dando dicas, fazendo palestras, enfim, encaminhando as crianças para o bem, pois sabemos que elas são nosso presente e o nosso futuro também.

GZ: Na sua visão, quais são as principais características do bairro Lageado Baixo?

MP: É um bairro acolhedor de extrema hospitalidade e que tem uma comunidade unida e organizada. Uma comunidade que abraça os imigrantes e que tem compaixão por eles, além de estar sempre preocupada em ver todos bem.

GZ: O que te motivou a organizar uma Live Solidária em prol dos atingidos pelas chuvas e a ação está correspondendo às expectativas?

MP: Eu, na verdade, comprei a ideia da Live com meu primo Vinícius Fuckner. Ele lançou o desafio e como gosto muito de desafios aceitei organizar a Live, claro que não fiz isso sozinho, tivemos muitos envolvidos. A motivação vem de praticar aquilo que pregamos, e que o próprio Jesus nos ensinou: “amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a ti mesmo”.

Hoje estamos próximos de R$ 30 mil reais arrecadados. Já foi formada uma comissão onde serão analisados cada caso e a suas prioridades para que assim sejam corretamente destinados os valores arrecadados.

GZ: Quais são as principais demandas do bairro neste momento?

MP: Restabelecer os acessos, realojar as famílias que perderam suas casas. Além disso, reconstruir as casas mais atingidas e arrumar o que foi danificado nas demais, bem como agilizar os laudos para que as famílias possam voltar para as suas casas.

GZ: Na sua opinião, quais as mudanças que o bairro vem apresentando nos últimos anos?

MP: Com o aumento acelerado e de certa forma desordenado do município, existe uma preocupação voltada justamente em manter esse crescimento longe das áreas consideradas de risco. Porém, por mais esforço que seja empregado pela prefeitura, ainda assim as pessoas insistem em construir nestas áreas.

O bairro vem crescendo rapidamente e com isso os problemas aumentam em todos os sentidos. Precisamos nos preocupar em conscientizar a população para evitar problemas maiores lá na frente.

GZ: Qual mensagem você gostaria de deixar para Guabiruba?

MP: Penso que Guabiruba precisa investir em saúde, sem saúde não somos nada (passou da hora de investir em um hospital), em segurança, pois estamos crescendo rapidamente, em áreas de lazer para as famílias, em turismo, pois temos muitos lugares lindos no município.

Minha mensagem é que continuemos sendo esse povo acolhedor, humilde, comprometido e preocupado com o bem estar do seu próximo. Que sejamos as mãos do nosso Deus aqui na terra.

 

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