Genro de Carlos Boos, Guido Antônio Kormann iniciou sua vida política já no Executivo, sendo vice-prefeito de João Baron, de 1° de fevereiro de 1977 a 31 de janeiro de 1983 e prefeito do município nos anos de 1983 até 1988 com o vice Valério Luiz Maffezzolli. Retornou como prefeito em 2001, com o vice Valério Gums, governando até 2004.
Durante seu mandato como prefeito, Kormann realizou a construção em concreto armado da ponte Antônio Schaefer, no Centro da cidade, além desta ponte, construiu mais nove em concreto armado nos bairros São Pedro, Guabiruba Sul e Pomerânia.
Construiu a Praça Theodoro Debatin, iniciou às obras de construção da Escola Municipal Edeltrudes Wippel Heil, na rua Sibéria, fez a pavimentação com paralelepípedos na rua 10 de Junho e parcialmente na rua Carlos Boos e São Pedro. Realizou a construção do Ginásio Municipal de Esportes João Scheffer, inaugurou a coleta de lixo em Guabiruba, por meio de caminhões caçamba e adquiriu maquinários para a prefeitura.
Foi nesse período que Guabiruba lançou seu primeiro veículo de comunicação, denominado “A Folha de Guabiruba”, fundado no dia 10 de junho de 1987. Com o falecimento em junho de 2017 da proprietária Ligia Maria de Oliveira, que lutava contra um câncer, o jornal que tinha veiculação mensal encerrou sua circulação.
Com 78 anos, Kormann considera que na época em que foi prefeito, no contexto da ditadura militar, o período era tranquilo. “É claro que agora a população é bem maior. Na época era mais difícil, pois a gente não tinha os maquinários que precisávamos. Hoje, Guabiruba está bem melhor, graças ao trabalho de todos os prefeitos que passaram. Todos os prefeitos antecessores a mim estão falecidos e eu já estava com o pé na cova também, devido ao câncer, mas estou me recuperando”, diz ele, que esteve com a saúde debilitada nos últimos tempos.
Guido Antônio Kormann relata as dificuldades enfrentadas em sua administração, principalmente devido às enchentes. “Tive dois mandatos, um de seis anos e outro de quatro. Foram dez anos como prefeito e seis anos como vice. Passei muitas dificuldades com enchentes, por isso meu primeiro mandato foi de seis anos. Em 1983 foi a maior enchente de Guabiruba, em 1984 foi a de Brusque e em 1985 novamente Guabiruba. A prefeitura ruiu. Na frente da prefeitura tinha um barranco que o barro foi até na porta do prédio, e eu cortei aquele morro e fiz a Praça Theodoro Debatin, que temos ainda hoje. Eu inclusive, plantei a figueira que até hoje está na praça”, relembra.
Na visão de Guido, uma das suas principais obras foi à alteração do curso de água para evitar ou diminuir as inundações: “Guabiruba, quando dava uma enxurrada, ficava debaixo d’água, então, uma das obras mais importantes que eu considero foi conseguir que o Departamento Nacional de Obras e Saneamento trabalhasse por dois anos no município. Fiz uma retificação nos ribeirões, em Guabiruba do Sul e Guabiruba Centro, que até hoje não teve mais enchentes. Acho que tanto Guabiruba do Sul quanto Guabiruba Centro estão mais livres das enchentes. Essa foi uma obra que muitas vezes as pessoas esquecem. Em 1984 ajudei Brusque também, colocando por 14 dias nossas máquinas e caminhões no bairro Guarani, que era só lodo”, recorda Guido.
Na sua administração, realizou a retificação e dragagem do Rio Guabiruba, no Centro, até à divisa com o município vizinho de Brusque e Ribeirão Guabiruba Sul, sendo consideradas obras prioritárias por amenizarem o problema das frequentes enchentes na cidade.
No mesmo período, teve início às obras de retificação e alargamento da estrada Guabiruba – Blumenau, via Pomerânia-Gaspar Alto, abertura da via pública que liga às ruas Aloisio Erthal e Vicente Scharf, ao longo do Rio Guabiruba, no Centro, obra que ele considera ser o seu legado para o município. “Na época do Governador Esperidião Amin, eu consegui uma empresa de Blumenau e nós conseguimos fazer a abertura da estrada para Blumenau, via Pomerânia. Foi feito um trajeto com máquinas de 28 quilômetros, então, achei isso muito importante pois em julho de 1983, quando Blumenau ficou debaixo d’água, o único acesso era via Guabiruba – Gaspar Alto, Garcia e Blumenau. Foi a maior estrada que nós tivemos que abrir”, destaca.
Um presente para Guabiruba pelos seus 58 anos
“Que todos os guabirubenses tenham saúde, que esta pandemia que está aí, e inclusive já perdemos uma pessoa, mas que todas as outras estejam com saúde. Que a gente possa pensar um pouco mais no outro e não mais nessa briga política. Eu me desliguei mais da política por causa disso, porque essa briga entre partidos, isso não traz resultados, só prejudica o município. Eu acho que todo o prefeito, independente do partido, não deve olhar quem foi a favor ou contra, tem que trabalhar para todos. Parabenizo realmente os ex-prefeitos que lutaram por Guabiruba. Chegando aos 78 anos, olhando as construções e estradas, Guabiruba já é uma cidade bem avançada e está realmente de parabéns”, finaliza.
Biografia:
Guido Antônio Kormann, filho de Waldemar Kormann e Maria Kohler Kormann nasceu no dia 31 de julho de 1942, em Brusque. Cursou o primário em Guabiruba e na sequência iniciou o Ginásio no Colégio Santo Antônio, em Brusque, terminando seus estudos no Seminário de Corupá.
É casado com Bernadete Maria Boos, filha de Carlos Boos, com quem tem um casal de filhos: Marciana Inês e Aguinaldo Luiz. Antes de ingressar na política, Guido era auxiliar de ferreiro, na Ferraria Pozzi, entre os anos de 1960 a 1962, em Guabiruba. Foi funcionário da Força e Luz, hoje chamada CELESC, de 1962 até 1994, quando se aposentou.












