O Parque Municipal Érico Vicentini, principal área de lazer de Guabiruba e palco de grandes eventos, volta a ser cenário de desrespeito ao patrimônio público. Nas últimas semanas, registros revelaram uma situação preocupante que mistura vandalismo na recém-inaugurada atração do labirinto e o persistente problema do descarte irregular de lixo nas áreas de convivência.
“Atalhos” destroem o Labirinto
Inaugurado recentemente com o título de maior labirinto do Sul do Brasil, a atração que homenageia o Pelznickel e a cultura alemã já sofre com a ação de visitantes. O objetivo do equipamento turístico, que é justamente o desafio lúdico de encontrar o caminho correto entre os corredores, está sendo ignorado por pessoas que forçam a passagem entre as plantas.
O problema foi trazido à tona por uma leitora, que entrou em contato com o Guabiruba Zeitung para denunciar a situação e enviou fotos dos danos. Diante do relato, a reportagem esteve no local e constatou a veracidade dos fatos, registrando novas imagens que mostram “clareiras” abertas no meio da vegetação. “No labirinto as folhagens estão tudo amassadas, fizeram para cortar caminho. Na escultura, notei vários buracos”, disse a leitora.
Visitantes estão rompendo a cerca viva para criar atalhos em linha reta até o centro da atração, onde fica a escultura do Pelznickel. Além de descaracterizar completamente a proposta do labirinto e tirar o sentido do desafio, a atitude configura dano ao patrimônio público, destruindo o paisagismo que requer tempo e investimento para ser mantido.

O vandalismo atingiu também a figura central da atração. Nas imagens captadas pela reportagem, é possível notar danos diretos na escultura do Pelznickel. A estrutura, feita de um material que aparenta ser isopor revestido, apresenta buracos e escavações em sua superfície. As marcas indicam que a peça foi ‘cavucada’ pelos visitantes, possivelmente com as próprias mãos ou objetos pontiagudos, danificando o acabamento do monumento.

Lixo no chão, lixeiras vazias
Outro problema crônico, que já foi pauta na Câmara de Vereadores e motivo de reclamação constante da população desde o início do ano, é a sujeira deixada principalmente na área próxima ao rio e nas trilhas.

Apesar de a estrutura do parque oferecer lixeiras em bom estado de conservação, que, conforme apurado pela reportagem, encontram-se limpas e abastecidas com sacos de lixo, garrafas, embalagens plásticas e restos de alimentos são frequentemente abandonados no chão e nas margens do curso d’água.
O cenário contraditório chama a atenção: enquanto os cestos de lixo disponibilizados pela administração municipal permanecem vazios e prontos para uso, a natureza ao redor acumula resíduos deixados por grupos que frequentam o local para lazer.

Histórico de mau uso
A desordem no Parque Municipal não é um fato isolado. Além do lixo e agora da depredação do labirinto, o espaço enfrenta recorrentes episódios de som alto e perturbação do sossego, o que tem gerado debates sobre a segurança e a necessidade de maior civilidade por parte dos frequentadores.
“Sem contar que lá na cachoeira é muito som alto. Uma Saveiro andava pra lá e pra cá com som altíssimo”, revelou a leitora do Zeitung em seu relato. “Temos que preservar nossa cultura e não permitir vândalos”, finalizou.




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