O município de Guabiruba registrou, na última quarta-feira (15), a entrega do certificado à primeira família habilitada para o Serviço de Família Acolhedora. O marco oficializa a aptidão do grupo para receber crianças e adolescentes afastados temporariamente do convívio familiar por medidas protetivas. Com a estruturação do serviço, a prefeitura também confirmou a abertura de uma nova etapa de capacitação para novos voluntários.
A habilitação da primeira família ocorreu após um processo composto por nove encontros de formação, atendimentos técnicos e visitas domiciliares. O objetivo foi avaliar a realidade e o compromisso dos participantes para garantir um acolhimento adequado. O serviço funciona como uma alternativa à institucionalização em abrigos, priorizando a convivência comunitária e um atendimento individualizado.
Para os interessados em integrar o programa, uma nova formação está prevista para iniciar em maio. O processo de seleção segue os critérios da Lei Municipal nº 1.921/2025, que estabelece requisitos como:
- Ter idade mínima de 21 anos (sem restrição de estado civil ou género);
- Residir em Guabiruba há pelo menos dois anos;
- Não possuir interesse em adoção nem estar inscrito no Cadastro de Adoção;
- Ter a concordância de todos os membros da família e disponibilidade de tempo;
- Apresentar parecer psicossocial favorável e certidões negativas de antecedentes criminais.
Diferente da adoção, o acolhimento é provisório e a guarda temporária é acompanhada por uma equipe técnica da Secretaria de Assistência Social. Os voluntários recebem orientação contínua para auxiliar no desenvolvimento da identidade e autonomia do acolhido durante o período de transição.
O pré-cadastro para as novas turmas de formação pode ser realizado através de um formulário online disponibilizado pela prefeitura. Para esclarecer dúvidas sobre o funcionamento do serviço ou sobre a documentação necessária, a equipe técnica realiza atendimentos pelo telefone ou WhatsApp (47) 3308-3170.












