O Ministério Público do Maranhão (MPMA) ingressou com uma Ação Civil Pública contra a Havan e o município de São Luís, solicitando a retirada da réplica da Estátua da Liberdade instalada no bairro Cohajap. O órgão alega que houve irregularidades no processo de instalação do monumento e utiliza o argumento de “poluição visual” para fundamentar o pedido de remoção, responsabilizando tanto a iniciativa privada quanto a gestão municipal pela situação.
A movimentação jurídica ocorre em um contexto socioeconômico delicado para o estado. De acordo com os indicadores oficiais, o Maranhão registra atualmente o menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil, além de enfrentar altas taxas de desemprego e informalidade. A atuação do poder público no caso tem gerado debates sobre as prioridades da administração e do sistema judiciário diante dos desafios estruturais enfrentados pela população maranhense.
O empresário Luciano Hang, proprietário da rede de lojas, manifestou-se sobre a ação e afirmou que a construção da unidade seguiu todos os trâmites legais exigidos. Segundo ele, a obra foi realizada com alvarás e aprovações prévias, o que descartaria problemas burocráticos. O empresário declarou que “isso não é sobre legalidade. É sobre perseguição” e questionou os critérios utilizados para a denúncia de impacto visual.
Em sua fala, Hang comparou a situação do monumento com o estado de outras áreas da capital maranhense. O empresário afirmou que “se estivessem realmente preocupados com a poluição visual, estariam cuidando do Centro Histórico que está abandonado, dos muros pichados e da sujeira nas ruas. Tem certeza que a nossa Estátua da Liberdade é realmente o verdadeiro problema de São Luís?”. Para ele, os questionamentos possuem motivação ideológica, alegando que “desde o início, a estátua já foi alvo de ataques por pessoas com posição política definida, que usam cargos públicos para tentar barrar quem pensa diferente”.
A defesa do empreendimento reforça que a unidade é uma das que apresentam maior faturamento dentro da rede e que os investimentos no estado devem continuar. Hang concluiu afirmando que o foco da ação não seria apenas o monumento em si, mas uma postura contra quem investe no país: “No fundo, não é contra a estátua. É contra a Havan e contra quem gera emprego, investe e acredita no Brasil”. Até o momento, o processo segue em tramitação na Justiça.












