A escritora e produtora cultural Méroli Habitzreuter, moradora do bairro São Pedro, em Guabiruba, lançou recentemente a música intitulada “A Cura pelo Amor”. A composição é um relato autobiográfico que aborda a descoberta de um câncer de mama e a jornada de recuperação da autora, integrando aspectos emocionais e espirituais vivenciados durante o tratamento. A obra surge como uma forma de gratidão pelas etapas superadas e busca incentivar o diálogo entre os pacientes e seus próprios corpos.
O processo que originou a canção teve início em outubro de 2024, quando a autora percebeu um sintoma físico intermitente. O atendimento inicial ocorreu na UBS do bairro São Pedro, onde o exame de toque indicou a presença de nódulos. Após a realização de um ultrassom e uma biópsia, o diagnóstico de câncer foi confirmado. Sobre a detecção precoce, Méroli destaca que “conversar com o meu corpo, conhecê-lo e tomar a iniciativa de realizar os exames de checagem me fez ter a oportunidade de evitar um diagnóstico tardio”.
O período após o diagnóstico foi marcado por desafios emocionais, incluindo o adiamento dos planos de gravidez e o receio de infertilidade decorrente da quimioterapia. A autora relata que as consultas oncológicas pelo sistema público de saúde também representaram uma dificuldade, mencionando que “me senti mais um número, aplicado a uma tabela padrão, onde o médico está tão animado em destruir a doença que acaba com isso destruindo o paciente”. Segundo ela, o momento em que se sentiu doente pela primeira vez gerou medo e ansiedade, resultando em uma sensação de perda de controle sobre a própria vida.
A rede de apoio para o enfrentamento da doença envolveu familiares, amigos e instituições de saúde. Méroli contou com o encorajamento da mãe, a companhia da irmã em procedimentos e o suporte do marido e de amigas próximas. A espiritualidade também desempenhou papel central, com destaque para a frequência às missas no Santuário de Azambuja, local que a autora descreve como seu espaço de paz. O tratamento foi complementado pelo atendimento no Hospital Azambuja e pelo suporte técnico e terapêutico da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Brusque, além do acompanhamento de psicólogos e outros profissionais.
A experiência resultou em mudanças nos hábitos de vida da guabirubense, que passou a priorizar a alimentação saudável, atividades físicas e o equilíbrio mental. Através da música, ela busca transmitir a mensagem de que o câncer deve ser encarado como um sinal do corpo para mudanças necessárias, afirmando que “não é o que nos acomete, mas sim, como reagimos que muda a nossa história”. Para Méroli, a trajetória ensinou a importância de aceitar auxílio, concluindo que “com propósito alinhado entre mente, corpo e espírito tudo será apenas questão de tempo. Siga firme”, finaliza.


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