A tarifa de água em Brusque terá um reajuste de 3,36% para o ano de 2026. O novo índice entra em vigor a partir de 17 de maio, conforme decreto publicado pela Prefeitura com base na definição da Agência Intermunicipal de Regulação (AGIR). O percentual estabelecido para o município é 3,9 vezes menor do que o aumento registrado em Guabiruba, que terá um reajuste de 13,15% nas tarifas de água e esgoto a partir de maio.
Em Guabiruba, o índice foi definido pela soma de um reajuste tarifário de 4,49% e um Reequilíbrio Tarifário Ordinário (RTO) de 8,29%, oficializado na terça-feira (31). Já em Brusque, a variação altera a tarifa mínima para consumidores das categorias residencial, pública e assistencial (consumo de até 10m³) de R$ 41,00 para R$ 42,38. Para as categorias comercial e industrial, o valor inicial será de R$ 100,33, enquanto a categoria mista terá tarifa mínima de R$ 95,03.
O diretor-geral de operações do Samae, Ruan Reis, afirma que o índice foi planejado para reduzir o impacto financeiro. “O percentual aplicado permanece controlado, sem aumento real. Assim contribuímos para que o impacto no orçamento das famílias brusquenses seja o menor possível”, comenta. Ele complementa que o ajuste permite a continuidade de obras estruturais. “O índice segue critérios técnicos e permite que o Samae mantenha os investimentos necessários, assegurando qualidade no abastecimento sem gerar um impacto significativo para a população. Com isso conseguimos investir em ampliações de rede, melhorias nas Estações de Tratamento, novos reservatórios e diversas outras ações que garantem mais segurança no abastecimento”, finaliza.
Impacto da tarifa de esgoto no valor final
Por outro lado, embora o reajuste anual da água tenha sido fixado em 3,36%, a conta final dos moradores de Brusque poderá sofrer uma elevação significativa em regiões onde a rede de esgoto for implementada. Conforme publicado pelo Zeitung, o diretor-presidente do Samae, Rodrigo Cesari, afirmou em entrevista a uma rádio local que o valor da fatura deve dobrar para os consumidores que passarem a contar com o serviço de coleta e tratamento de efluentes.
Isso ocorre porque, segundo Cesari, a tarifa de esgoto é calculada com base em 100% do valor do consumo de água. Dessa forma, ao ser disponibilizado o serviço de saneamento básico na rua do contribuinte, o custo total da fatura mensal será composto pelo valor da água somado a uma taxa idêntica relativa ao esgoto, resultando em um aumento de 100% no valor pago anteriormente.













