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Edir Krempel: a crocheteira do Aymoré

por Redação
21 de setembro de 2020
em Geral
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Na casa de número 1765 da rua Grünerwinkel, no Aymoré, Edir Krempel prepara uma chimia de ovo e faz um café intercalando com a troca de roupa do neto Pedro (5) que acaba de acordar. Divide a atenção entre as panelas, o fogão, o neto e o Guabiruba Zeitung, que chega para realizar uma entrevista na chuvosa manhã de quarta-feira, 9 de setembro.

O fogão à lenha está aceso e apesar das várias tarefas em andamento, Edir conserva a serenidade nos seus 61 anos de idade durante a execução de cada uma das atividades. Prepara um café, ovos mexidos para o neto e serve a mesa com um delicioso pão de abóbora e chimia. O motivo da entrevista é o Dia da Crocheteira, comemorado em 12 de setembro, mas a conversa permite conhecer mais sobre Edir, a catequista por 35 anos na igreja São Cristóvão, colaboradora na Festa dos Motoristas no atendimento aos festeiros e nas demandas da cozinha.

Casada há 40 anos com Carlos Krempel (64), Edir auxilia nos cuidados de dois irmãos mais velhos do marido e cuida dos netos. Além de Pedro, é avó de André Luiz (12), Inês Sofia (5) e Antonella (2) e mãe de Eder (39) e Carla (34).

A filha mais velha de um total de dez irmãos do casal Sofia Vilanova e Manoel Damazio Pereira (in memoriam), veio com a família de São João Batista para Guabiruba aos três anos de idade. Morou no Centro até que mudou com seu falecido pai, que foi zelador da Sociedade Guabirubense. “Quando eu fui para o segundo ano da escola, a gente se mudou para o 10 de Junho. Depois, quando eu já era uma moça, meu pai comprou uma casa no Aymoré”, conta ela, que recentemente esteve no Loteamento 10 de Junho e disse ter ficado impressionada com a quantidade de residências hoje no lugar. Na sua época, eram somente duas casas na rua Augusto Schaefer.

Edir foi construindo de ponto em ponto, como o crochê que faz, a trajetória da sua vida. Há cerca de quatro anos formou o Grupo das Crocheteiras de Guabiruba, que permite a união na troca de experiências. Antes da pandemia, ministrava aulas na Fundação Cultural e para um grupo na sede da Secretaria de Agricultura e Epagri.

Guabiruba Zeitung: Como iniciou seu contato com o crochê?

Edir Krempel: Quando eu era nova, queria aprender alguma coisa. Eu ia no Centro da Guabiruba e a Marlene Schweigert me ensinava a fazer as bicas ao redor das toalhinhas com a linha mercê, aquela bem fininha. Fui fazendo. Depois de casada, olhei uma revista de crochê e o que tinha nela eu fiz. Minha irmã morava em Curitiba e um dia veio aqui e pegou tudo. Ali eu comecei a fazer, a gostar mais. Um dia, estava indo em Brusque em uma consulta na nutricionista e encontrei uma professora, a dona Ladir, que dava aulas pelo Sesi na Assistência Social. Eu tinha trazido do Rio Grande uma boina de crochê e não entendia com era aquele ponto. Ela me convidou para ir com ela até o horário do ônibus. Antecipei a consulta para mais cedo e toda semana após ir à nutricionista ia fazer crochê com a dona Ladir. Começou a surgir o crochê com flores, com detalhes. Quanto mais difícil era o ponto, mais eu gostava. Fiz um tapete com flores e pelinhos no meio e o dono da loja, que era o Sergio na época, pediu para eu deixar lá no fim de semana. Uma mulher passou pelo Centro de Brusque e na hora quis comprar e ele vendeu por R$ 90. Peguei o valor em linha para fazer mais. Comecei a participar do Gruarte e a fazer. Sempre queria estar por dentro das novidades. Ainda hoje. Procuro o novo, o diferente.

GZ: Quais são as peças de crochê que as pessoas procuram mais?

EK: Esse ano fiz bastante tiara, biquíni e tapete. Ano passado tapete foi o número um. Fiz muito tapete. Jogo de banheiro, que a gente está acostumado com três peças, as pessoas queriam com quatro. À noite eu fico com as crianças da minha filha Carla e até que o marido dela chega, eu vou fazendo as tiaras, por exemplo, mas sem os acabamentos. Um dia eu sento onde era a antiga costura da casa e faço os acabamentos.

GZ: Vocês tinham uma confecção?

EK: Tínhamos uma confecção desde 1995 e faz uns três anos que parei.

GZ: A senhora é bastante atuante nas redes sociais. Como foi esse processo de se inserir nas ferramentas da internet para divulgar e vender seus produtos?

EK: Comprei um celular e minha filha instalou os programas e fui aprendendo. Agora minha filha diz: a mãe tem Instagram e eu nem tenho. Há pouco tempo fiz um curso online de crochê que explicava como vender pelo Instagram. Que o ideal não é ser na conta pessoal, mas uma específica do crochê. Então agora vou focar nessa parte e no que aprendi.

GZ: As aulas que você ministrava pararam com a pandemia?

EK: Sim. Tinha muita gente de risco, então paramos. Estava com um grupo na Fundação Cultural e outro na Secretaria da Agricultura, com a Adalgisa (Berger Belotto, responsável pela Epagri do município). Mas o contato continuou, pois nos grupos de WhatsApp a gente troca informação, amostras, tira dúvidas sobre algum ponto. As senhoras mais de idade não conseguem decifrar pelo celular, então muitas passam ou os maridos passam pegar o modelo.

GZ: Tem muitas pessoas em Guabiruba que fazem crochê?

EK: Bastante. Temos 18 pessoas no nosso grupo, fora aquelas que vem perguntar sobre o crochê e que não participam do grupo. As peças que nós fizemos no grupo, vendemos nas feiras e em casa. É o primeiro Grupo de Crocheteiras de Guabiruba. Ficamos uns dois a três anos para montar esse grupo, que existe agora há uns quatro anos. Assim, a gente não deixa essa cultura enfraquecer em Guabiruba, ainda mais que o crochê está em alta e não morre mais. Cada uma que faz suas peças ganha uma rendinha. Já participamos de Feiras em São José (SC) e todo mundo adorou.

GZ: A não realização de feitas e eventos por conta da pandemia impactou o Grupo das Crocheterias em algum aspecto?

EK: Prejudicou no sentido que todo mundo tem saudades de estar com o grupo, conversar, se reunir. As vendas continuaram pela internet. Eu mesma só posto o trabalho depois de vendido e não dou conta de fazer os pedidos. Cada vez que coloco algo no Instagram, tem um monte de gente que quer.

 GZ: Que importância tem o crochê na sua vida?

EK: Eu amo crochê, de coração. Eu me sinto bem fazendo crochê. Quando eu estou nervosa ou com algo me incomodando, eu faço crochê e me sinto bem. Tira o estresse. Não durmo à noite sem fazer pelo menos umas duas ou três carreiras de crochê. A gente precisa colocar amor no que faz para sair uma coisa bonita. A esposa de um amigo enfrentava problemas com a depressão e depois que começou com o crochê, encheu a casa de tapetes, decoração e melhorou. Eu penso que o crochê também funciona como uma autoajuda para as pessoas.

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