A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Brusque promoveu, na manhã de sábado (25), a quarta edição do projeto “Apae na Rua”. A ação foi realizada das 9h às 11h, na Avenida Augusto Bauer, em trecho próximo à sede da instituição, reunindo profissionais, alunos, familiares e moradores da região em uma programação que envolveu lazer, cultura e saúde.
De acordo com a diretora da entidade, Rosecler Ceratti Foletto, a iniciativa visa aproximar o cotidiano da instituição da sociedade local. “O objetivo é levar o trabalho da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Brusque para fora de seus muros. Mesmo estando ao lado da instituição, nós proporcionamos aos pais e a toda a comunidade, conhecer um pouco mais sobre os projetos desenvolvidos, em um ambiente de partilha e de brincadeiras”, explica.

A programação contou com a participação de professores e parceiros, que viabilizaram atividades como boca do palhaço, cabelo maluco, pintura facial, oficina de bolhas de sabão, arte no asfalto, grupo de capoeira, treino de skate e corrida com cadeira de rodas. A orientadora pedagógica e articuladora de educação especial da entidade, Anelyn Pinheiro, ressalta que o evento também abriu espaço para o empreendedorismo familiar e novos serviços.

“Uma novidade foi a participação do curso de Fisioterapia da UNIFEBE, que trouxe massagem e serviços de saúde, como aferição da pressão arterial e teste de glicemia. Além disso, algumas mães se organizaram para a venda de artesanato e doces, o que contribui na economia familiar. Também contamos com um pai distribuindo ursinhos de pelúcia. São muitas ações acontecendo ao mesmo tempo e isso reforça o objetivo do projeto e o entendimento que a Apae faz parte da comunidade”, pontua Anelyn.
Um dos voluntários presentes foi o torneiro mecânico Fábio Dognini, de 47 anos, que distribuiu pelúcias arrecadadas por ele. Pai de uma aluna da instituição, ele participa frequentemente de ações solidárias na Apae. “Para mim, não é algo de valor comercial e, sim, a oportunidade de fazer alguém feliz, principalmente se for criança. No Natal, sou o Papai Noel oficial da Apae e sempre distribuo presentes. É como um dom que recebi depois de me tornar pai, algo difícil de explicar. Apenas sinto que devo fazer, como se fosse uma missão”, afirma.

O evento também atraiu pessoas da comunidade que não possuem vínculo direto com a entidade, como a balconista Maria Eduarda Machado, que levou o filho de 1 ano para participar das brincadeiras. “É importante este encontro e sempre aproveitamos qualquer oportunidade para sair de casa e interagir com outras crianças. Isso contribuiu com o desenvolvimento e ele adora as brincadeiras desenvolvidas aqui”, comenta.
Para os estudantes que auxiliaram no suporte técnico, como a acadêmica de Fisioterapia Ana Carolina Conceição Barreto, de 19 anos, o projeto serviu como extensão do aprendizado. “É a primeira vez que participo e achei uma experiência incrível. Tive a oportunidade de conversar com outras pessoas e ouvir perguntas relacionadas ao exercício da profissão. Acredito que só o aprendizado teórico não é capaz de nos permitir viver a Fisioterapia de verdade. Aqui, na prática, o conhecimento ganha outra dimensão”, relata.




![[VÍDEO] Moradores de Guabiruba relatam alteração na cor e qualidade da água](https://guabirubazeitung.com.br/wp-content/uploads/2026/04/agua-350x250.jpg)



![[VÍDEO] Moradores de Guabiruba relatam alteração na cor e qualidade da água](https://guabirubazeitung.com.br/wp-content/uploads/2026/04/agua-120x86.jpg)



