O Empreendedorismo de um Padre Esquecido

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Num tempo da força do midiático, da síndrome do sentimentalismo, da febre de compartilhar tudo, da vendagem do ilusório, da religião de mercado, do relativismo da fé, do devocionismo em voga, da volta à grande disciplina como último “grito do cisne” para os que estão inseguros, num mundo que enfeitiça por falsidades que agradam, mas solapam a coerência crítica, amornecem o profetismo, recalcam a autenticidade, embotam a liberdade, nos fazem novidadeiros desenraizados, podemos recuar algumas décadas e recordar um sacerdote que foi um ícone da Arquidiocese de Florianópolis: Guilherme João Kleine, nascido em 28 de outubro de 1914, na Alemanha. 

Era extremamente benquisto e respeitado.  Conselheiro de pobres, de ricos e de quem precisava de uma palavra para dar um passo decisivo na vida. Pe. Kleine acreditava na força humana de trabalho. Entendia de uma palavra tão em voga na atualidade: empreendedorismo. O empreendedorismo visa progresso, bem-estar, melhorando a vida das pessoas. Pelo empreendedorismo também se promove a vida! 

Os missionários católicos enviados por suas dioceses, congregações ou Ordens Religiosas foram impulsionados por Jesus para levar adiante, em todos os tempos e lugares, seu plano de amor e salvação. Mas não se pode esquecer que todos somos humanos, físicos, concretos, tangíveis e a dimensão material é importantíssima no ser humano.  Na Igreja, os papas mecenas, as obras caritativas, as instituições de ensino e de promoção humana integral, todo o contributo material que a Igreja ofereceu por dois mil anos contribuíram para a evolução da humanidade. Não se difundiu apenas um dito reino espiritual. São Tiago revela que a fé sem obras é morta. São Paulo, o arauto do Evangelho, fabricava tendas, trabalhava, e com o suor de sua face, ganhava seu sustento. Enaltecia o vigor de suas mãos para os trabalhos mais braçais. 

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Transparência, proficiência e credibilidade, tripé da administração do padre. Soube traçar metas, fazer crescer; delegar funções e acompanhar, otimizar o tempo e os recursos para poder fazer mais. 

A Arquidiocese de Florianópolis deve olhar com gratidão para este padre – falecido em 1972 – pois recebeu muito deste homem que adotou o Brasil como sua segunda pátria. Soube ir além da sacristia, sendo respeitado e ouvido por todos, inclusive de outros credos. 

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